BI347 - O Instalador

ARTIGO TÉCNICO 90 Este tipo de calçado é projetado para ambientes onde o conforto, a resistência ao deslizamento e a proteção contra riscos menores são essenciais, por exemplo restauração e hotelaria (cozinhas, restaurantes e hotéis, onde é necessário sola antiderrapante para pavimentos escorregadios e conforto prolongado), setor da saúde (hospitais, clínicas, laboratórios e farmácias, exigindo calçado higiénico, confortável e, muitas vezes, antiestático), ambientes de limpeza e manutenção, com presença de água, produtos de limpeza e necessidade de aderência, indústria ligeira e serviços, onde não há risco de queda de objetos pesados sobre os pés, mas carece de conforto é prioritário, áreas de logística e armazéns de baixo risco mecânico ou circulação pedonal e trabalhos no exterior que exigem proteção contra humidade, água e frio. e por efeito da transpiração), e desta forma a aferir os riscos a que o trabalhador está exposto, processo onde é essencial ter em conta o conhecimento e experiência deste. Para uma escolha adequada, devem ser combinados os seguintes fatores: • Riscos Inerentes à Atividade - Identificar os perigos específicos do ambiente de trabalho, como esmagamento (quedas de objetos), perfuração, escorregamento, exposição a produtos químicos, riscos elétricos (antiestático/ESD), calor ou frio; • Conformidade e certificação - Escolha a categoria de proteção adequada, a marcação CE e segundo as normas aplicáveis; • Tipo de biqueira - Selecionar entre aço (mais resistente ou condutora térmico) ou compósito/polímero (mais leve, térmico e “metal free”); • Tipo de material para a sola - Couro, microfibra ou poliuretano (PU) conforme a necessidade de impermeabilidade ou ventilação, e sola antiderrapante e/ou resistente a óleos/hidrocarbonetos; • Conforto e ergonomia: adequação do peso do calçado, respirabilidade, tipo de palmilha e o tamanho para minimizar fadiga ou lesões músculo-esqueléticas; • Tipo de calçado – Botas (maior proteção no tornozelo), sapatos ou sapatilhas. PROTEÇÃO DE IMPACTOS, DESLIZAMENTOS E DERRAPAGEM Os calçados de proteção contra impactos, são projetados para absorver e minimizar os impactos nos pés, evitando lesões causadas por quedas de objetos pesados ou colisões em ambientes de trabalho, criando desta forma um sistema de defesa em várias camadas. As classes mais comuns de acordo com a norma, são: • SB – proteção básica com biqueira; • S1 – interior seco com proteção adicional; • S1P – inclui anti perfuração; • S2 – resistência à água; • S3 – muito comum em construção; Particularmente no calçado de segurança resistente a impactos e compressão baseia-se num sistema de gestão e dissipação de energia. A biqueira de proteção não “resiste” apenas ao impacto, mas absorve, redistribui e limita tensões, protegendo os dedos por controlo da deformação, mitigando o trauma mecânico direto de cima e de frente. Na queda de um objeto sobre a biqueira a energia potencial daí resultante é: E (energia potencial) = m (massa).g (gravidade).h(altura de queda) O requisito clássico de resistência ao impacto de 200 J (massa com 20 kg de uma altura de cerca de 1m) para calçado de segurança (safety footwear). No impacto, esta energia converte- -se em: • deformação elástica; • deformação plástica (alguns materiais); • ondas de tensão; • calor (pequena parcela); • vibração; • energia absorvida pela sola/estrutura. A estrutura de geometria arqueada da biqueira atua como casca estrutural que armazena parte da energia, evitando concentrações de tensão. A ESCOLHA DO CALÇADO EM FUNÇÃO DO AMBIENTE DE TRABALHO A combinação do calçado correto com o(s) ambiente(s) onde vai ser utilizado deve ser antecedida de um estudo do posto de trabalho, que atenta às evoluções tecnológicas, das propriedades dos materiais de fabrico, em função do uso exposição prevista (chuva, sol, pó

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