BI347 - O Instalador

65 REABILITAÇÃO URBANA – ISOLAMENTO TÉRMICO Neste contexto, o desafio não se limita à escolha de soluções de isolamento que cumpram requisitos regulamentares, mas sim a garantir que o desempenho previsto em projeto se verifica em condições reais de operação. O DESAFIO: GARANTIR DESEMPENHO REAL EM SISTEMAS COM ESPAÇOS CONDICIONADOS É comum observar-se que sistemas corretamente dimensionados em projeto apresentem, em fase de exploração, problemas como condensações superficiais, perdas térmicas e degradação prematura das redes. Na maioria dos casos, estes problemas resultam de: • inadequação do isolamento às condições reais de instalação; • falhas na continuidade do isolamento, sobretudo em pontos críticos; Em sistemas de transporte de fluidos frios, estas situações tornam-se ainda mais relevantes, uma vez que a formação de condensação pode originar corrosão sob isolamento, comprometendo a durabilidade das tubagens e o funcionamento do sistema. PROJETO E DIMENSIONAMENTO: MAIS DO QUE CUMPRIR REQUISITOS A fase de projeto é determinante na mitigação destes problemas. Na reabilitação de edifícios, o dimensionamento do isolamento não deve limitar-se ao cumprimento dos requisitos regulamentares. Para além da condutividade térmica, o projetista deve considerar parâmetros como: • temperatura do fluído na tubagem; • diâmetro exterior das tubagens; • temperatura e humidade ambiente; • ponto de orvalho; • coeficientes de transferência de calor; • geometria e acessibilidade da instalação. Um dimensionamento adequado permite evitar condensação e otimizar a espessura de isolamento, facilitando a sua aplicação em espaços técnicos limitados. Adicionalmente, aspetos como a emissividade da superfície exterior e o espaçamento entre tubagens também influenciam o desempenho térmico. Superfícies muito lisas e brilhantes, como o alumínio polido, apresentam baixa emissividade e tendem a manter-se mais frias, aumentando o risco de condensação. Por outro lado, superfícies pintadas e oxidadas têm maior emissividade, facilitando a troca de calor e reduzindo esse risco. Importa ainda referir que o aspeto visual pode ser enganador. Soluções com acabamento semelhante ao alumínio nem sempre apresentam o comportamento térmico de superfícies metálicas polidas, podendo incorporar revestimentos com elevada emissividade e, consequentemente,

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