BI347 - O Instalador

EFICIÊNCIA ENERGÉTICA | OPINIÃO 46 Os novos protagonistas da Eficiência Energética dos Edifícios Ana Fernandes, vice-presidente da EFRIARC - Associação Portuguesa dos Engenheiros de Frio Industrial e Ar Condicionado A melhoria da eficiência energética dos edifícios é um dos pilares da transição climática europeia, e está no centro da Diretiva sobre o Desempenho Energético dos Edifícios (EPBD) desde a sua primeira versão. Mais uma vez, a revisão de 2024 reforça esta prioridade ao estabelecer o objetivo de alcançar um parque edificado com emissões nulas até 2050. Mas o novo texto vem também reconhecer que os cidadãos europeus passam mais de 90% do tempo em espaços interiores, e que edifícios mal concebidos ou não renovados estão associados a problemas de saúde, absentismo, menor produtividade e custos acrescidos para os sistemas de saúde. Assim, a eficiência energética deixa de ser um objetivo exclusivamente técnico ou climático e passa a ser um instrumento para melhorar o bemestar e a qualidade de vida. Mas passar da teoria à prática traz desafios significativos. Durante décadas a eficiência energética dos edifícios foi entendida quase exclusivamente como uma questão de redução de consumos e de emissões. Assumiu-se que para reduzir custos operacionais e impacto ambiental, a qualidade do ar interior ficaria em segundo plano, uma vez que depende fortemente do desempenho dos sistemas de ventilação e ar condicionado. O paradigma agora é outro. A abordagem tem de ser integrada, onde a redução do consumo energético anda a par da criação de edifícios mais saudáveis, confortáveis e resilientes. Eficiência energética e qualidade do ar interior são agora objetivos inseparáveis. Para que estes objetivos se concretizem, é indispensável a atuação coordenada de um conjunto alargado de interve-

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