ENTREVISTA 33 Num setor cada vez mais competitivo e maduro, onde considera que a GREE marca realmente a diferença: na tecnologia, no serviço ou na proximidade ao cliente? É difícil separar essas dimensões, porque acredito que a diferença está na conjugação das três. A tecnologia é fundamental: falamos de sistemas inverter avançados, soluções com inteligência artificial (como na gama Clivia+), refrigerantes de baixo GWP (como o R290) e equipamentos com elevadas classificações energéticas. Mas a tecnologia, por si só, não é suficiente. O serviço e a proximidade são determinantes. O instalador e o projetista precisam de apoio, precisam de respostas rápidas e de acompanhamento técnico. Num mercado maduro como o português, a confiança constrói-se muito através dessa proximidade. E é aí que procuramos marcar a diferença. A eficiência energética e a sustentabilidade já não são opcionais. De que forma as soluções da GREE ajudam a responder a este novo enquadramento normativo e às exigências do mercado? A eficiência energética deixou de ser um argumento comercial e é hoje uma exigência regulamentar e uma responsabilidade coletiva. As nossas soluções estão totalmente alinhadas com essa realidade. Temos equipamentos com classificações energéticas muito elevadas, tecnologia inverter que ajusta o consumo às necessidades reais e gamas que utilizam refrigerantes com baixo potencial de aquecimento global, como o R290. Além disso, apostamos fortemente nas bombas de calor ar-água, que promovem a eletrificação eficiente e contribuem para a redução da dependência de combustíveis fósseis. O mercado exige soluções mais sustentáveis, e a GREE está preparada para responder a esse desafio de forma concreta. Os projetos atuais são cada vez mais complexos e exigentes. Que papel desempenham a conectividade, o controlo centralizado e a integração com sistemas BMS na conceção das instalações? Hoje, a conectividade é praticamente um requisito base. Em edifícios comerciais, industriais ou de serviços, já não basta instalar equipamentos eficientes, é necessário integrá-los numa lógica de gestão global. A possibilidade de controlo centralizado, ajuste dinâmico de cargas térmicas, monitorização remota e integração com sistemas BMS permite otimizar consumos, melhorar a gestão energética e garantir maior controlo operacional. Nos sistemas GMV, por exemplo, a modularidade e a gestão individualizada das unidades interiores permitem adaptar o consumo às reais necessidades de cada espaço. Isso traduz-se não só em poupança energética, mas também numa gestão mais inteligente do edifício como um todo. Os sistemas mais recentes da GREE estão preparados para essa realidade e permitem uma grande flexibilidade na conceção dos projetos. Para além do produto, de que forma o software, a digitalização e a monitorização estão a influenciar a eficiência real e o desempenho a longo prazo dos sistemas de climatização? A eficiência real constrói-se ao longo do tempo e não depende apenas das características técnicas iniciais do equipamento, mas da forma como ele é utilizado, monitorizado e mantido. A digitalização permite recolher dados, antecipar falhas, ajustar parâmetros e melhorar continuamente o desempenho do sistema. Isso reduz custos operacionais e prolonga a vida útil dos equipamentos. Estamos a caminhar para uma climatização cada vez mais inteligente, onde os dados desempenham um papel central. E isso é algo que levamos muito a sério. “Não queremos ser apenas um fornecedor de máquinas, queremos ser um parceiro técnico de confiança para o instalador e projetista”
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