BI347 - O Instalador

30 dução das soluções de VMC. “Está a correr muito bem, principalmente agora com a introdução do VMC deu um salto”, concluiu. OPEN PLUS ESTREIA-SE NA TEKTÓNICA COM FOCO EM SOLUÇÕES TÉRMICAS INTEGRADAS A OPENPLUS Energy Systems participou pela primeira vez na Tektónica, apresentando soluções na área dos sistemas térmicos e fotovoltaicos, com destaque para a integração entre tecnologias. Em declarações no certame, Miguel Rios explicou que a presença da empresa surge com alguma expectativa, tratando-se da estreia em Lisboa. “Para o primeiro dia está a correr bem, alguns contactos interessantes, vê-se muita gente na feira, o que é sempre bom. Foi uma agradável surpresa.” Fundada em 2008, a empresa atua sobretudo no desenvolvimento de soluções térmicas. “Somos fabricantes de painéis térmicos, sistemas térmicos, e temos também uma parte de fotovoltaico já há alguns anos”, referiu, destacando a comercialização de kits completos para aquecimento de água, combinando diferentes tecnologias. Entre as soluções apresentadas, a principal aposta recai sobre as bombas de calor, integradas com sistemas solares. “A grande novidade é mais a bomba de calor, com incorporação com os painéis, tanto térmicos como fotovoltaicos”, explicou. Equipa da Aspilusa. Miguel Rios, da OpenPlus Energy Systems. Relativamente ao mercado, o responsável admite alguma irregularidade no início do ano, influenciada pelas condições climatéricas. “Nós vivemos do sol e os últimos meses foram estranhos, no mínimo”, afirmou, acrescentando que a atividade começa agora a estabilizar. A empresa opera maioritariamente no segmento residencial, embora também desenvolva soluções para projetos de maior dimensão. n AIPOR | Custos crescentes e falta de mão de obra pressionam setor das instalações Celeste Campinho, presidente da Direção da AIPOR - Associação dos Instaladores de Portugal, admite que o setor das instalações técnicas especiais atravessa um período exigente, marcado pelo impacto do contexto geopolítico, sobretudo ao nível dos custos e da disponibilidade de profissionais qualificados. À margem da Tektónica, a responsável explica que “o ano está pautado exatamente por todas estas alterações geopolíticas”, realidade que se tem traduzido num aumento das despesas das empresas. Entre as principais preocupações está o peso dos transportes, tanto no envio de materiais como nas deslocações para obras em todo o País. “Temos um problema que todos os instaladores estão a sentir diariamente, e que passa pelo custo associado aos transportes”, refere. A subida dos combustíveis agravou ainda mais a situação. “Houve um acréscimo substancial de custo generalizado para a obra que não estava contemplado”, sublinha. O problema torna-se mais complexo quando muitos dos contratos em vigor foram definidos há dois ou três anos, num contexto de custos bastante diferente. “Os preços, nomeadamente dos serviços de manutenção preventiva, estão contratados há dois ou três anos, e é muito difícil suportar estes custos que estão sempre a aumentar”, acrescenta. Além disso, há outros encargos a pressionar as empresas, como os seguros. “Há um incremento enorme nos seguros, que não se tem falado”, aponta, admitindo dificuldades na gestão diária das empresas de menor dimensão. “Nas empresas está a haver uma pressão enorme. É muito difícil gerir”, afirma. Apesar das dificuldades, a atividade no setor da construção mantém-se elevada. “O edificado e as obras estão a viver um boom como nunca”, diz, defendendo medidas fiscais de alívio, sobretudo na redução dos impostos sobre combustíveis. Já no que respeita à mão de obra, considera que “a falta de mão de obra qualificada continua a ser um tema crítico” e reforça a importância do ensino profissional: “É muito importante promover o ensino pela via profissional”. C M Y CM MY CY CMY K

RkJQdWJsaXNoZXIy Njg1MjYx