10 Redge reforça presença europeia após concluir digressão em Portugal A iniciativa “Redge on the Road” encerrou a sua passagem por Portugal e segue agora para novas paragens europeias, mantendo o contacto direto com os profissionais do setor AVAC através de um showroom itinerante focado na eficiência energética. Entre 21 e 29 de abril, o roadshow percorreu quatro cidades nacionais, começando em Guimarães, passando por Coimbra e Lisboa — onde esteve no Campus Tecnológico e Nuclear do Instituto Superior Técnico — e terminando em Faro. Ao longo destas etapas, o camião “Europe Tour” da Redge, anteriormente Lennox Europe, funcionou como ponto de encontro para técnicos, instaladores e projetistas. Durante as sessões, os visitantes tiveram oportunidade de acompanhar demonstrações práticas, conhecer equipamentos em funcionamento e esclarecer questões diretamente com especialistas da marca. A proximidade ao terreno foi um dos principais elementos da iniciativa, permitindo uma abordagem mais direta e aplicada às necessidades reais do setor. Mais do que um espaço expositivo, o conceito assume-se como um ponto de viragem na forma como as soluções AVAC são apresentadas. Num contexto de mudança tecnológica e regulamentar, a Redge aposta numa presença próxima dos profissionais, levando informação técnica e soluções concretas a diferentes geografias. O showroom inclui equipamentos em escala real, como a rooftop EVIO e a bomba de calor a propano Elevate, bem como momentos de partilha de conhecimento sobre aplicações, integração de sistemas e estratégias ambientais. EDITORIAL Há temas que deixaram de pertencer apenas ao universo técnico. O conforto térmico é um deles. Nos últimos anos, falar de climatização passou a ser também falar de saúde, eficiência energética, qualidade do ar interior e condições de vida dentro dos edifícios onde passamos grande parte do nosso tempo. Esta edição chega num contexto em que o setor enfrenta uma mudança acelerada. As temperaturas extremas tornaram-se mais frequentes, os consumos energéticos continuam no centro das preocupações e os edifícios são hoje chamados a responder a exigências muito diferentes das de há uma década. Ao mesmo tempo, a tecnologia evolui a um ritmo difícil de ignorar. Bombas de calor, sistemas inteligentes, soluções de ventilação mais eficientes, integração de energias renováveis e plataformas de gestão técnica estão cada vez mais presentes em habitações, hotéis, hospitais, escritórios e unidades industriais. Muitas destas soluções, que há poucos anos pareciam reservadas a projetos muito específicos, começam agora a tornar-se parte do quotidiano do setor. Quando Ana Fernandes, vice-presidente da Associação Portuguesa dos Engenheiros de Frio Industrial e Ar Condicionado (EFRIARC), escreve que os cidadãos europeus passam mais de 90% do tempo em espaços interiores e que edifícios mal concebidos estão associados a problemas de saúde, absentismo e menor produtividade, está também a redefinir o papel de quem instala, projeta e mantém sistemas AVAC. Já não se trata apenas de temperatura. Trata-se da qualidade do ar que se respira, do conforto dos espaços e das condições que influenciam o bem-estar no dia a dia. Mas há um desafio que continua a atravessar praticamente todas as conversas: a falta de profissionais qualificados. As empresas crescem, os projetos multiplicam-se e a procura mantém-se elevada. Ainda assim, continua a faltar quem esteja no terreno para instalar, programar, manter e acompanhar esta evolução tecnológica. A dificuldade em encontrar técnicos especializados deixou de ser um problema pontual e tornou-se uma preocupação estrutural para fabricantes, distribuidores e instaladores. É também por isso que o ensino técnico e profissional ganha hoje uma importância cada vez maior. A capacidade do setor responder às exigências da transição energética dependerá, em grande parte, da formação de novos profissionais e da valorização das carreiras técnicas. Ao celebrar 30 anos de atividade, O Instalador olha para este percurso com a consciência de que o setor mudou e continuará a mudar. Ao longo destas três décadas, a climatização e a energia deixaram de ser vistas apenas como componentes técnicas dos edifícios para assumirem um papel central no conforto, na eficiência e na sustentabilidade. Os próximos anos vão exigir adaptação, investimento e conhecimento técnico. E vão exigir, acima de tudo, pessoas preparadas para acompanhar uma transformação que já está em curso. O setor cresce. O desafio é acompanhar
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